segunda-feira, 29 de junho de 2009

Publicidade


Agência de Publicidade: Vyas Giannetti Creative, New Delhi, India
Criativos.: Arnab Chatterjee, Kapil Dhawan
Directores de Arte: : Arnab Chatterjee, Kapil Chadha
Copywriters: Kapil Dhawan, Vikram Bhalla

Ano Burle Marx




Decorre este ano o Ano Burl Marx, celebrando o centenário do seu nascimento a 4 de Agosto.
Mas quem foi Burl Marx?

Foi um dos grandes arquitectos paisagistas do século XX. Nascido no Brasil é na Alemanha, para onde se desloca durante a sua juventude, que descobre a importância da utilização, nos jardins do seu país, de toda uma flora autóctone: orquídeas, filodendros, helicónios etc. Nessa altura os jardins do Brasil privilegiavam as plantas importadas da Europa.


Nos mais de 200 jardins que desenhou durante a sua vida ( morreu em 1994) encontramos as formas, as cores e a estética do modernismo. Encontramos uma aliança entre o improviso e a geometria.

Para Burle Marx um jardim "é uma obra viva, que resulta da combinação de diferentes formas e cores, como na pintura ou nos sons musicais...".

Uma das obras mais conhecidas de Burle Marx é o calçadão de Copa Cabana no Rio de Janeiro. Aqui utilizou a calçada portuguesa introduzindo além do calcário branco e do basalto negro um outro tipo de basalto - o basalto vermelho.





Nestas calçadas estão sempre presentes as formas geométricas e uma estética modernista.

(para o Manuel, meu arquitecto paisagista preferido)

As máquinas pensam?


Está a decorrer em Graz, na Áustria o RoboCup 2009.
Para ter notícias frescas e ver o que se faz em Portugal no domínio da Robótica consultar aqui.
Espectacular!
( para a Catarina, a minha Engenheira Mecânica preferida)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Parabéns Piolho


fotografia de Manuel de Sousa (aqui)
O Piolho faz hoje 100 anos. Por aqui andou ( e anda muita matemática)

Os Reis do Piolho from Graça Salgueiro on Vimeo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Impressão Digital



Do livro, Movimento Perpétuo de António Gedeão (pseudónimo literário do professor de Física Rómulo de Carvalho)

IMPRESSÃO DIGITAL

Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos, uns,
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
nao vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Lemniscata


Quando vi pela primeira vez uma lemniscata não encontrei nenhuma simbologia - vi uma linha de comboio de brinquedo...

Era mais uma curva que a definição paramétrica ou em coordenadas polares era extremamente interessante. Era o lugar geométrico dos pontos em que o produto das distâncias a dois pontos fixos( os focos) é constante.
Hoje, com o WolframAlpha tudo é mais simples.




Simbolicamente a lemniscata representa o equilíbrio dinâmico e rítmico entre dois polos opostos.

É o símbolo do infinito


Diz Eustáquio Gomes sobre a lemniscata ( aqui)

Sentado à mesa da cozinha (uma mesa oval, de madeira crua), sem obrigações pela frente, sem vontade de ler, escrever, ouvir música ou ver televisão, me ponho a rabiscar repetidamente numa folha de caderno o mesmo desenho, um laço de fita, na verdade o número 8 deitado.
Não ponho consciência nem propósito no que faço, mas vagamente me lembro de que aquele traço tem um nome (lemniscata) e uma definição que se pode ler no dicionário: “Lugar geométrico dos pontos de um plano cujas distâncias a dois pontos fixos desse plano são constantes”.
Recordo: Guimarães Rosa fechou o Grande sertão: veredas com o coleio gráfico de uma lemniscata. E Vladimir Nabokov menciona-a de passagem num dos verbetes de Fogo pálido. Por que tal obsessão por um simples grafismo? Por causa do fascínio de sua órbita interminável. Não tendo fim, figura o infinito.
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